Pandemia acelera a digitalização de empresas de alimentos e bebidas

Um novo cenário necessita de atenção ao consumidor, criatividade e responsabilidade social


Mídias sociais sempre foram muito bem usadas, mas neste momento atual temos um destaque para o Instagram que cresceu 76% no Brasil em razão das condições de vivência do coronavírus. É um sinal de aceleração da transformação digital das empresas, que precisaram de rápidas adaptações para manter os negócios na “normalidade”.




O reflexo destas mudanças é a disparada de vendas pelas mídias sociais de alimentos e bebidas. Algo que se transformou em necessidade durante o isolamento social. “Em três meses, fizemos o que, em condições normais, levaríamos cinco a dez anos. No período de pré-pandemia, o e-commerce de tudo o que se vendia em alimentos e bebidas no Brasil representava 2,5% e vimos esse número chegar perto de 9% em alguns segmentos”, conta Pedro Navio, CEO da Kraft Heinz para América Latina em uma apresentação do fórum digital DR Tá na Mesa – Oportunidades em Meio às Mudanças, realizado no meio do mês.


Segundo Navio, este movimento e suas consequências fortaleceu o serviço de delivery perante o fechamento de bares e restaurantes, tendo que acelerar o e-commerce e investir em uma base maior, além de estabelecer parcerias com empresas como o Rappi, iFood e Uber Eats.


Consumidores

Com um cenário incerto, os consumidores preferem as marcas com as quais já são familiarizados e possuem confiança. Uma marca fortalecida transmite a mensagem de maior segurança.


O cliente está mais exigente e busca por segurança e confiabilidade (Foto: mídia Wix)

“[...] As pessoas estão precisando de carinho, apoio e, nessas horas, as marcas que de alguma forma conquistaram o coração do consumidor ganham participação de mercado”, explica Pedro.


Criatividade

É hora de ser criativo nas mídias sociais gerando diferentes experiências ao consumidor. Algo que se comprova com uma pesquisa que revela 61% dos usuários de mídias afirmam que a criatividade é o diferencial de qualquer marca neste momento.


Um bom exemplo é de uma cafeteria, que no início da pandemia, criou um kit para os aniversariantes que comemorariam a data isolados em suas residências. Este combo era composto por bolo, doces e um bilhete escrito à mão como cortesia. Esta inovação foi um sucesso e a marca ganhou divulgadores em suas mídias sociais de forma natural.


Responsabilidade social

É importante que as empresas tenham um propósito claro com um papel social, demonstrando clareza sobre a sua função em sociedade e como podem ajudar na solução de possíveis problemas.



Ter transparência em todas as suas fases de produção ajuda a aumentar a sua responsabilidade para com a população, principalmente, em uma condição de vida que segurança e confiança são valores fundamentais.


“Que nível de conversa, transparência e envolvimento você tem com o seu consumidor? É preciso explicar com clareza o que a gente vende, de onde vem o ingrediente, como é feito o produto. Isso, para mim, é mais do que um movimento, é a diferença entre a vida e a morte de uma empresa. Se antes havia alguma expectativa de que ficaríamos num modelo meramente transacional, isso caiu por terra. Se não houver geração de valor claro em cada etapa da cadeia, a empresa perde importância e independentemente da crise”, enfatiza o CEO.



Por isso, uma saída é mostrar os funcionários em home office, o produto sendo preparado e toda a segurança envolta de qualquer processo. É contar sua história para aproximar do consumidor.



Fonte: NewTrade

Texto por Juliana Neves – Redatora EVA

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