Máquinas de cartão registra queda no primeiro trimestre

Com o varejo reabrindo suas portas é possível que volte ter uma recuperação do faturamento


As barreiras enfrentadas pelo varejo frearam o mercado de máquinas de cartão, as principais empresas como Cielo, Getnet, PagSeguro, Rede e Stone reduziram seus créditos via antecipação de recebíveis a lojistas e indicaram que há uma preocupação com a possibilidade de aumento da inadimplência.


No caso da Stone, por meio de relatório confirmou para acionistas sobre o impacto negativo que o coronavírus proporcionou no primeiro trimestre, aproximadamente, de R$61 milhões. A expectativa para um futuro próximo é do aumento em nível de inadimplência do portfólio de crédito.


Executivos da Stone optaram por não emprestarem para setores mais arriscados, por exemplo, companhias aéreas e negócios sazonais. E como solução resolveram melhorar, de forma significativa, o sistema de score e gestão de preços.


Alguns dados do Banco Central dizem que concessões de crédito por antecipação de recebíveis caíram 61,6% em abril, já empréstimos com descontos com duplicatas tiveram um registro de queda de 44,1%.


O segundo trimestre pode ser de alívio ou mais um registro da queda dos faturamentos (Foto: licença Freepik).

Receber de modo antecipado o recebível é quando o lojista vende com cartão de crédito e demora 30 dias para receber, caso queira o valor antecipado paga-se uma taxa e combina a transação com a empresa da máquina.


A antecipação ocorre, quando é mais comum, em momentos de quedas nas receitas de lojistas, quando não há vendas e não possuem lucro para receber.


Infere-se que no primeiro trimestre a queda de lucro líquido nas receitas não foi algo generalizado. A PagSeguro e GetNet apresentam alta de 15,2% e 24,3% em ganhos, mas o segundo trimestre é incerto.


A aversão ao risco e queda no varejo também atinge empresas de capital fechado. No banco Itaú, as receitas com as máquinas caíram 33,4% significando um reflexo do menor faturamento com antecipação, taxas de desconto e aluguel dos aparelhos.


Sendo assim, adotou-se uma estratégia para redução de taxas, mais agressiva que a normalidade, a partir de maio com o objetivo de fortalecer e explicar a queda de comparação anual.


Um fator interessante que pode ser causador desta queda, é o comportamento macro do setor que está relacionado com questões de competitividades e precificação do lado do crédito que colocam uma pressão negativa. Mas o setor pode ser recuperado conforma vai ocorrendo a reabertura do varejo, enfrentando risco da crise sobre pequenos negócios.


Fonte: Mercado&Consumo

Texto por Juliana Neves – Redatora EVA.

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