Dados revelam diminuição da preocupação dos consumidores com a pandemia

Brasileiros afirmam que realizam compras em lojas físicas sem estresse e preocupação



Dunnhumby, uma empresa global de ciência de dados voltado para o consumidor, fez um estudo e o Brasil foi o destaque nos últimos três meses no quesito em preocupação com o Covid-19. Desde o início, 49% demonstraram preocupação subindo para 55% em abril.


No auge da pandemia no país, em maio, o registro é de 46% pessoas que dizem que estarem preocupadas com o avanço do vírus. Número menor comparado na época que quando a situação ainda não era muito preocupante no país com menos notícias de mortes.


Com isso, a Dunnhumby se interessou em investigar melhor sobre os hábitos dos consumidores durante a pandemia e os impactos no varejo. Foi um estudo de três etapas que envolveu 19 países, ouvindo mulheres e homens que são tomadores de decisões em seus lares.


Hábito do consumidor

Foi possível perceber alteração em poder de compra, que 68%, no início da pesquisa, consideravam suas finanças pessoais em um mal status. O comportamento em relação as compras de supermercado também foram modificadas, 87% apontou que compravam somente o necessário e 37% compram itens alimentícios diferentes do que eram acostumados.


É nesse sentido que o Brasil apresenta que a sua população está preparando mais refeições em casa, gastam menos com viagens ao supermercado, compram produtos mais baratos do cotidiano, algo semelhante em outros países.



Hábitos de consumo mudaram e novos desejos surgiram (Foto: licença Freepik)

Varejistas

Durante as últimas análises dos dados em final de maio, infere-se uma satisfação com experiência no momento de compra em lojas físicas, um aumento significativo que pode ter relação com a diminuição de preocupação de estresse na hora de realizar alguma compra.


Preços, promoções e estoque

Nas duas últimas semanas de maio, foi observado um aumento de preço em 59%, enquanto na primeira fase da pesquisa era de 50% dos consumidores afirmarem ter encontrado um aumento na precificação em produtos, de modo geral.


Isso aconteceu em razão da diminuição de promoções, pois empresários preferiram preservar o estoque. E quando há falta no estoque, 52% das pessoas entrevistadas creditam que a responsabilidade não está ligada às lojas e 22% afirmam que a “culpa” é da própria loja.



Para finalizar, apenas dois terços de consumidores afiram que gastam mais com alimentos atualmente do que no início da pandemia, pois as pessoas estão comendo mais dentro de casa do que em restaurantes e lanchonetes.


Fonte: NewTrade

Texto por Juliana Neves – Redatora EVA

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