Cai o consumo de cerveja no Brasil; homens bebem três vezes mais que as mulheres, diz IBGE

Dados divulgados na sexta-feira (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) indicam que caiu o consumo de cerveja entre os brasileiros. A pesquisa revela, também, que os homens consomem a bebida três vezes mais que as mulheres.


O levantamento foi realizado entre 2017 e 2018 por meio da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF). Foram realizadas entrevistas em 57,9 mil domicílios, sendo que 20,1 mil pessoas foram selecionadas para responder ao bloco de consumo alimentar.


Entre os principais resultados, a pesquisa mostrou mudanças nos hábitos alimentares no Brasil entre 2009 e 2018. O arroz, feijão e carne se manteve com o principal prato consumido no país. No entanto, caiu a frequência de consumo diário desses alimentos, enquanto aumentou a ingestão de produtos industrializados, indicando perda da qualidade nutricional.


De acordo com a pesquisa, entre 2017 e 2018, a cerveja era consumida diariamente em 3% dos domicílios do país. Dez anos antes, entre 2008 e 2009, esse percentual era de 3,3%, o que indica uma queda de 9 pontos percentuais (p.p.) da média de consumo diário da bebida em dez anos.


Mais da metade da cerveja consumido pelos brasileiros era comprada e bebida fora de casa (51% do total consumido). Entre os adolescentes, porém, 65,4% do consumo de cerveja ocorria fora do domicílio.


O IBGE destacou que “alto percentual de quantidade consumida fora do domicílio, em relação ao total consumido, também foi observado para as bebidas destiladas (44,1%) e outras bebidas não alcoólicas (40,1%).


Considerando a ingestão diária per capita de cerveja, a média de consumo dos homens foi de 54,5 gramas por dia, contra 16,4 g consumidas pelas mulheres. Ou seja, os homens bebem, três vezes mais cerveja que as mulheres no Brasil.


Menos refrigerante, refrescos e sucos industrializados

A pesquisa mostrou que também caiu no país o consumo de refrigerantes, refrescos e sucos industrializados.


A queda no consumo diário de refrigerantes foi de, aproximadamente, 34 pontos percentuais, enquanto o de sucos e refrescos industrializados foi de 42 p.p.


Em 2018, os refrigerantes foram consumidos diariamente em cerca de 16,6% dos domicílios do país. Dez anos antes, esse percentual chegava a 25,2%.


Já o de sucos e refrescos caiu de 7,9% para 4,6% dos domicílios no mesmo período.


FONTE: NewTrade

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